Sofia
Escolhi a ama da Sofia no meio de muitos atropelos emocionais e de outros menos felizes. Esteve lá dois anos! E quem conhece a Cuca e a acompanhou diariamente sabe que a D. J. fez um trabalho incrível, apesar de ter havido quem questionasse a sua capacidade. Também teve o privilégio de ter estado muito, muito tempo com o avô J., que lhe mudou muitas fraldas, e lhe fez muitos almoços e lanches, e lhe ensinou tanta, mas tanta coisa... E esteve sempre disponível para os dias de aperto e para os baloiços e os moinhos de vento...

Agora fez 3 anos e porque o tempo não pára e ela cresce a olhos vivos, as necessidades educativas e relacionais são outras. A escolha do infantário também não foi fácil e imediata e no meio de tantas visitas, de comparar mensalidades, horários, instalações e condições das salas e do espaço ao ar livre, simpatia e profissionalismo das pessoas, acabei por decidir. Estes dilemas exclusivamente maternais levam-me por vezes a um desespero interior que sacudo para um saco do lixo, mas não é fácil. Sinto-me sozinha nesta luta... O mais difícil por agora está feito, a ver vamos como corre este ano...
A meio do dia ligo para saber dela, porque sou A MÃE, e dizem-me: portou-se lindamente, comeu tudo e brincou mais ainda, agora está a fazer a sesta...
... e o ar ridículo de mãe galinha por ter um formigueiro miudinho dos pés à cabeça é substituído por um enorme orgulho na filha que tenho e por uma vontade de gritar que a minha filha é a melhor filha do mundo.
O racional e o emocional aniquilam-se e eu sinto uma saudade atroz da minha bebé...